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O meu gato anda no ginásio

O meu tigre atlético, corpulento e lindo está gordinho demais. Tem que perder peso impreterivelmente para não começar a ter problemas de saúde perigosos.

Já reduzi a ração, bastante, e só lhe dei pedacinhos de patê durante a onda de calor. Quando está durante um bom bocadinho ajoelhado a comer (o que adora fazer), levanta-se a coxear.

As articulações têm dificuldade em sustentar seis quilos e duzentos gramas.

O Jeremias passou a ir ao ginásio, sem sair de casa, pelo menos uma vez por dia. Ou mesmo duas.

Pego na fita métrica metálica, um objecto que o excita até à loucura. Faço-o persegui-la, saltar em sua busca, correr atrás dela (e da cauda), atirar-se ao encontro da ponta que dança e oscila sem que consiga apanhá-la.

O exercício dura uns dez minutos e é uma forma de contrariar a sua tendência para um sedentarismo crescente.

Nos tempos em que o doce e meigo Chiquinho, gato de rua sem disciplina, andava na Terra (há dois meses) era muito diferente.

Entre estes dois viris defensores dos seus pergaminhos sexuais havia todos os dias kung fu, karaté alentejano, jiu jitsu e luta greco-lisboeta.

A verdade é que a Matildinha e a Amélia (aliás, “Gááta!!”) não oferecem grande resistência nem são adversárias especialmente aliciantes.

A existência deste belíssimo lince da metrópole tornou-se pacata e rotineira, sem agitação. A gordura foi-se acumulando. Está na altura de inverter o processo!

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