Jeremias, o patrão

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Agora vivemos juntos mesmo 24 horas por dia.

O Jeremias e a “Gatinhaa!!”, no fundo, sempre desejaram isto.

A pequena felina, oficialmente Amélinha mas na verdade “Gatinhaa!!”, observa-me da sua cama branca e fofa, e é daí que me idolatra ao longo do dia. 

É verdade, não é vaidade.

O Jeremias, o meu grande e lindo lince gato cão, é outra história.

Quando prevê que vou mexer-me na cadeira rumo à muito próxima casa de banho, sai do escorredor da loiça atapetado e vem instantaneamente ter comigo, rebolar-se no tapete do WC e reclamar a sua dose de mimo, de que precisa diversas vezes por hora.

Se estou deitado, é igual.

Passa parte do tempo refastelado na minha pele, sem fazer por disfarçar o prazer e a segurança que isso lhe confere.

Quando planeio sair da cama por momentos a meio da madrugada, ou levantar-me de vez, segue-me com a mesma celeridade.

Sempre querido, sempre companheiro, sempre dedicado.

Começou por ser para o seu actual humano um muito simpático conhecido, depois um amigo grandemente próximo, e, desde há anos, o seu filho gato mais preocupado em estar presente, sempre a trocar carinhos e a querer saber se está tudo bem, se é preciso alguma coisa. 

A ciência considera-o uma espécie de sénior.

O seu humano olha para ele como um miúdo com experiência, amadurecimento e muita, muita energia.

A “Gatinhaa!!” é a princesinha, que vai demasiadas vezes à clínica e nos intervalos faz o mundo girar.

O Jeremias é o pilar da casa.

Com a sua estabilidade e os seus cinco quilos, novecentos e cinquenta gramas, faz com que a família felina e humana mantenha os pés assentes na terra.

Jeremias, tigre lindo, és o patrão!

Um dia antes daquele que viria depois

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Entrou no café cheio de camónes, disse bom dia e pediu um café cheio.

As meninas brasileiras e simpáticas, tal como os empregados cariocas e gentis, já sabiam o que queria.

Ingeriu religiosamente aquele líquido quente e revigorante, o melhor de todo o quarteirão.

Observou a rua, o jardim, os turistas a passar.

Aquele bar-restaurante-café para estrangeiros e nacionais estava aberto todos os dias da semana.

O estimulante contido numa chávena custava mais 30 por cento do que nos outros sítios, mas valia a pena.

Depois de sorvê-lo, sentia-se com mais vontade de enfrentar o dia.

Por via das dúvidas, ainda deglutia mais um daqueles produtos milagrosos, não tão bom mas mais barato, numa tasca típica à porta do local de trabalho.

À hora do almoço, procurava qualquer outro estabelecimento com um ar modesto mas suficientemente decente.

Uma sopa, um euro e meio.

Quando ouviam as frases a formar-se nos seus lábios usando a língua de Camões, o tratamento tornava-se o mesmo dado a alguém que tivesse passado as últimas décadas na prisão.

Possivelmente atenderiam melhor um cão ou uma cadela, que se lhes dirigisse em busca de um osso ou uma malga de água.

Tudo isso lhe passava completamente ao lado.

A sua mente viajava por outras cidades, países e planetas.

Após o repasto, mais algumas horas de labor.

E o regresso a casa.

O dia seguinte seria outro dia, o outro também e o posterior igualmente.

A existência decorria, uma hora após a outra, uma jornada antes daquela que viria depois dela.

Nunca tinha tido a consciência do fim

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“Nunca tinha sentido a consciência da finitude, do fim, até ela ser internada, ter um AVC e eu perceber que se calhar não tinha maneira de saber como ela estava, como as coisas estavam a evoluir.

Adquiri esse sentimento de fragilidade, a minha e a dos que me rodeiam. Afinal de contas, os pais das pessoas da nossa geração (como ela) estão todos a chegar ao fim da vida.

E nós, daqui a pouco, na melhor das hipóteses já percorremos pelo menos metade da nossa.

Saber que um dia vou perder aquela pessoa é uma questão com a qual não estou a conseguir lidar”.

“Bom, por muito que te prepares essa preparação não será nunca suficiente. Um dia isso vai acontecer, vai ser o pior dia da tua vida e depois vais ter que seguir em frente.

Eu tenho a sorte de continuar a ter os meus dois pais. Mas perdi aquele que era o ser central na minha existência, o meu doce e meigo Chiquinho. É um tipo de sofrimento que não tem descrição ou comparação, devasta-te e dilacera-te por completo.

E modifica-te profundamente. Eu já não sou a pessoa que era quando ele partiu. Penso que teve a generosidade de deixar impresso para sempre em mim o melhor dele…

Bem, nele era tudo bom. Era um anjo.

Nunca vamos estar preparados para esses dias, que são os piores das nossas vidas. Depois, a existência continua”.

Demos um abraço muito longo e forte, antes de cada um ir apanhar o seu transporte e regressar ao conforto e ao carinho da sua casa, com os seus animais e ou os seus familiares.

A conversa foi terapêutica e libertadora. Falámos da vida, da morte, da felicidade, da tristeza, de como existir é bom… E difícil, por vezes.

A gozar 17 dias de férias de 2018 agora, naquele dia tive três encontros, igualmente profundos, com amigos igualmente próximo. Mas este marcou-me de uma forma especial.

Fazes 13 anos. Obrigado, Jeremias <3

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Toda a gente me recebeu bem naquela casa, quando lá entrei pela primeira vez, há nove anos.

A linda e doce Matilde, que já partiu e viverá sempre no meu coração, ronronando e pedindo mais carinho, acolheu-me com ternura e meiguice. Como nunca tinha feito com desconhecidos.

Mas quem mostrou um entusiasmo mais vistoso e incontornável foste tu, meu Jeremias. Desempenhaste aquele que é o teu papel nesta vida.

És um cão que reencarnou como gato e ainda não percebeu. Tem sido assim ao longo desta década. Segues-me para todo o lado, mias-me nessa voz de lamentação que significa desejo de festinhas, mimos, atenção.

Nessa tal casa, onde depois morei, ia correr de manhã… À entrada da banheira despia as roupas suadas e molhadas da chuva e era um festim para ti. Rebolavas-te nas peças com o meu cheiro, exultante.

Como fazes sobre o tapete da casa de banho, para que passe a mão de mil maneiras diferentes nesse corpo imenso. Por tua vontade, eu ficava a fazer-te aquilo para sempre.

Dizem que és “Jeremias, o Gato”. Sim, basta olhar para ti. És aquele que atira ao ar e apanha o seu brinquedo preferido, uma e outra e mais outra vez.

Que ama estar em cima de mim com os seus seis quilos, na minha barriga, nas costas, nas pernas, esteja eu tapado ou não, cheio de roupas ou em trajes menores.

És o felino que, ouvindo o seu nome bem pronunciado e articulado, vem logo a correr do outro canto da casa, miando fortemente, para saber o que se passa, o que é preciso.

O meu pequeno lince ibérico já cá anda há 13 anos. Viu a luz do dia a 4 de Outubro de 2006. Tem insuficiência renal, alguns percalços intestinais, certas dificuldades com o baço, as articulações e ocasionais sedimentos na bexiga.

Tem resistido com força e coragem a tudo. À perda da mana Matilde e do amigo Chiquinho, esse ser que desceu à Terra sob a forma de um gato, só para me dar felicidade e amor.

De todo o grupo, que foi de quatro e já só conta com dois (ele e a “Gááta!!”, aquele pedaço felino de mim), Jeremias, ainda que dependa do amor humano para existir, parece ser o mais forte.

Esta linda e anafada bola de pêlos acalmou muito, com os anos. Mas continua a ter uma enorme energia, uma capacidade sem comparação para persistir e se adaptar.

Eu sei que ninguém vive para sempre, Jeremias. Mas quando se fala a alguém dos seus filhos, ou dos seus pais, isso faz com que achem aceitável a sua viagem para o outro lado? Claro que não. Pois. Para mim, contigo e a “Gááta!!” é exactamente a mesma coisa.

Preciso que tu, o resistente dos três “velhotes” felinos que abençoaram a minha existência, fiques cá durante muito, muito tempo. Obrigado por andares por aqui a fazer-me companhia e a tornar luminosos os meus dias, fofinho.

Está tudo bem, “Gááta!!” <3

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Hoje à meia noite fazes sete anos. Só te vou ver depois dessa hora, por isso comecei a dar-te os parabéns logo de manhã, quando acordámos, bebé. 

Sentiste esse amor ainda mais intenso e correspondeste olhando para mim, mimando-me com o teu brilho interior, com aqueles sons que fazes só para mim. Foi assim a manhã toda. 

Eu, tu e o Jeremias andámos nas nossas rotinas caseiras e íamos todos trocando afagos de cinco em cinco minutos.

Fomos buscar-te ao hospital há sete anos, com dois meses de idade. Pouco tempo depois disso, já abrias e fechavas os olhos para mim e ronronavas, mostrando que eras minha e que era eu o centro do teu mundo.

Não me passava pela cabeça que virias a ter insuficiência renal, gastrites crónicas e uma suicida e obsessiva mania de atacar, morder e engolir comprimidos ou pequenos objectos de plástico, metal ou outros materiais.

Viver contigo é estar em vigilância permanente e visitar o veterinário demasiado. Esse é o lado complicado. Depois há tudo o resto.

Há dez anos simpatizava com cães e gatos, mas o sentimento ficava por aí.

Não tinha conhecido o Chiquinho, o meu doce companheiro felino que vive para sempre no meu coração. Nem a linda Matilde, a princezinha que reina eternamente nas minhas memórias de amor animal. 

Nem o meu Jeremias, que anima empenhadamente todos os grupos de amigos que vão lá a casa, como no passado fim-de-semana, mostrando que é, na verdade, um cão que reencarnou como gato.

E não te tinha conhecido a ti, “Gááta!!”, único nome que reconheces. 

Para ti a vida é muito simples. Se andar a passear contigo ao colo, se estiver no sofá ou na cama contigo em cima de mim, se estiver sentado à tua frente, está tudo óptimo e maravilhoso.

Ronronarás com infinda meiguice, soltando barulhinhos ternos de pura adoração. Olharemos um para o outro, piscaremos a vista devagarinho, devagarinho, adormecendo-nos mutuamente. E tudo estará bem, “Gááta!!”. <3

“Ah, você tem um bom coração!” <3

a nova geração

“Ah, você tem um bom coração, você ajuda os animais da rua!”

“Ora, como não gostar deles? São tão bonzinhos. Aquele ali, com a ‘máscara’ de pintas na cara, podia ser o Zorro!”

A velhinha simpática quer alimentar uma gata específica, só que os patudos amigos da Princesinha vêm roubar-lhe a comida. 

Todos comem com avidez. A mulher doce tem problemas de saúde e está meio cega mas coze peixe para a malhadita que, junto com mais uns dois ou três primos, me cumprimenta sempre quando entro ou saio da Praceta. 

Quando vivia em Lisboa, deitava no lixo o patê gastro-intestinal que sobra todos os dias da minha Amélinha, isto é, a “Gááta!!”, único nome que reconhece.

Agora, esses restos deliciosos ficam para os felinos que dormem à luz das estrelas. 

Alguns, por vontade deles, estariam debaixo do meu tecto, como o “Amiguinho”, que corre à minha volta e mia para mim carinhosamente quando me aproximo do meu prédio.

Não posso fazer nada por ele, além de partilhar as tais migalhas da pasta cobiçada, e algum carinho fugidio. Nem todos têm a sorte dos pequenotes que comigo vivem…

A Vida Não É Aqui

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Não me acho como se tivesse participado num suave milagre e noutras páginas queirozianas. Não guardo a sensação de ter vivido todos os confortos e comodidades supérfluas da civilização, e, depois, ter renascido para a vida pura, selvagem e saudável do campo.

Fiz anos, fui extremamente acarinhado e mimado por isso.

No dia anterior e na manhã seguinte entendi-me a sós com as suaves vagas do rio enquanto os meus ténis se deslocavam pelas lonjuras do cais, meia hora para cá, meia hora para lá.

Almocei com os meus pais, como um príncipe emigrado durante anos, não ausente uma semana apenas.

Dormi, descansei e li debaixo dos meus fofinhos, ora miando, ora ronronando, ora lambendo-se satisfeitos.

Saboreei o Sol, a Cerveja, as notícias e as histórias do “Dostoievski Português”.

Ouvi as ondas do mar rugir enquanto observava os pescadores de fim-de-semana na sua labuta.

Contemplo uma sala vazia onde pululam aqui e ali operadores do serviço de apoio e atendimento ao cliente. Ainda faltam mais três horas.

Na Austrália, os Trabalhistas não conquistaram o poder.

As andanças e desavenças do Brexit prometem proporcionar uma derrota histórica e retumbante aos Conservadores e ao Labour, em Inglaterra, nas eleições deste mês.

Igual tareia monumental se prevê para o Partido Popular em Espanha.

Em Taiwan sentem-se, sufocantes, as garras da China, que quer integrar o território independente e asfixiar a sua liberdade.

Assim andou o Mundo nas últimas 24 horas.

A minha princesa Matilde é agora o anjo que sempre foi <3

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No dia em que me conheceste, saltaste para o meu colo. Não era coisa que fizesses a desconhecidos. Alguém disse que eu devia ser muito boa pessoa.

 

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O meu destino cruzou-se com o da tua dona, nessa época. Quatro anos depois, após o divórcio, ela teve que ir viver para Londres e deixou-te comigo, que já era o teu “humano número dois”, porque a viagem seria demais para a tua saúde e a tua idade.

 

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Foste a minha filhota doce, meiga, querida, amiga, sensível, boa e carinhosa durante os anos seguintes.

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Os teus três “manos” perseguiram-te e chatearam-te durante toda a vida, por seres tão vulnerável.

 

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Depois da primeira operação que fizeste, e das seguintes, sentiste o meu amor e protecção de uma forma muito profunda e intensa. Devolveste em decuplicado com os teus miminhos e a tua dedicação.

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Dormias enrolada a mim todas as noites, feliz e segura. Sentia as tuas patinhas agarradas a mim, ouvia as tuas mastigadelas discretas, uma melodia inspiradora que me adormecia.

 

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Seguias-me pela casa, miavas para mim, ronronavas  insistentemente para o teu papá quando acontecia ficarmos sozinhos por momentos.

 

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Tiveste uma existência complicada por causa dos teus companheiros felinos, mas os diálogos que tínhamos, o amor que dávamos um ao outro, a doçura que circulava de mim para ti e retribuías ampliada pelo anjo que eras, essas ficam. Ficarão até ao fim dos tempos, meu amor.

 

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A tua saúde instável foi afectada pelo stress da preparação das mudanças, apesar de todas as medidas de prevenção, dando conta do teu coração e dos pulmões.

 

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Foi tudo terrivelmente rápido. Partiste na clínica, à minha frente.

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Fiquei ainda a beijar-te e afagar-te, minha querida e linda Matilde. Mas já não estavas cá. Até sempre, meu amor, a gata mais doce, meiga, carinhosa e sensível que alguém poderia conhecer.

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Mesmo na rua é preciso respeito            

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Cara não muito limpa nem apresentável, cabeça e cabelo com aspecto descuidado e quase desfigurado. Cumprimenta com a mão direita, depois a esquerda e a dextra de novo.

Agradece muito a comida entregue pela Comunidade Vida e Paz. Pergunta se há roupa. A associação está com problemas de armazenamento e distribuição, temporários. Não há roupa.

Agradece e cumprimenta de novo, a partir da cama improvisada naquele lugar onde mora, na calçada.

Um pedaço de chão arranjado com carinho, onde é possível ver sapatos, cobertores, alguns pertences.

Há uma mochila do Pateta, da Disney, carinhosamente pendurada e destacando-se no meio daquele cenário ambíguo e semi-caótico. Dizemos-lhe boa noite e prosseguimos.

O serão começa como acaba. Três ou quatro horas depois, junto a uma farmácia, há um homem que dorme e outro que está a pé.

Numa espécie de árvore de Natal permanente, os enfeites são garrafas e embalagens de plástico.

Encontramos um jovem negro, bonito, pele suave e leitosa.

Muito, muito simpático, é a opinião comum dos voluntários que vão entregar-lhe a comida.

Diz que está à procura de umas beatas de cigarro antes de ir dormir, mas não quer fazer barulho e incomodar o companheiro que descansa.

Explica que, mesmo na rua, é preciso respeito.

Os Sete números que mandam na minha vida                

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No call-center, para ter esperança de receber um bocadinho de bónus, há sete métricas, ou medidas, a seguir religiosamente.

Pontualidade absoluta (não é difícil).

Assiduidade total (a mesma coisa).

Adesão, o que, aqui, se chama erradamente “aderência”.

Significa que os almoços e as pausas têm que ser feitos nas horas exactas estabelecidas pela equipa dos horários; quando essa equipa define que estamos em chamada estamos, quando decide que estamos a fazer casos escritos obedecemos, quando estabelece que estamos em reunião ou formação também e por aí fora.

Depois temos o número de casos por dia. Temos que fechar 14 diariamente.

E a taxa de promotores. A quantidade de pessoas que elogiam ou criticam a nossa chamada.

Elogiar é dar 9 ou 10 de 0 a 10. Uma nota passiva (neutra) é um 7 ou 8 de 0 a 10. Uma nota negativa é dar 0 a 6 de 0 a 10.

Os detractores têm mais valor na média do que os promotores. Para cada detractor que se receba, tem que se receber uma porção de promotores para reequilibrar, porque valem muitos menos na média.

Muitas vezes até se fez um trabalho maravilhoso, mas o utilizador está chateado com a empresa por outra razão qualquer e dá um zero ou 6, ou um 7 ou 8.

Fundamental é a autenticação dos utilizadores que telefonam (verificação dos dados da conta, que provam que é ele que está a ligar).

Se fizermos 300 chamadas num mês e falharmos por milímetros um dos cinco pontos de autenticação de uma das chamadas, ficamos sem bónus.

Por último, temos a taxa de ocupação, cujo objectivo é 80 por cento. Esta taxa mede o tempo que passamos nas ferramentas virtuais da empresa.

Se tivermos que fazer uma tradução no Google isso prejudica a taxa de ocupação, porque o Google é um site externo.

Se tivermos que pesquisar um tema nas notícias ou uma  conversão de moeda, é a mesma coisa.

São estes os sete números que mandam na minha vida.