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Já tenho o contrato na mão

É a novidade da semana. Já tenho o contrato na mão, para ser assinado até sexta-feira.

Não vale a pena lê-lo demasiadas vezes. As coisas mudaram muito desde Abril de 2004, data em que assinei o último. Depois disso tivemos a “crise”, a troika, a austeridade, a PAF e mil alterações à legislação laboral.

Os contratos de hoje nada têm a ver com os de há… 14 anos! Mas não é nisso que estou concentrado. E também não estou (sempre) a pensar que ainda me falta muito para me sentir um assistente de apoio e atendimento ao cliente capaz de trabalhar a cem por cento.

Já ajudei algumas pessoas, mas ainda preciso de ser muito amparado pelas formadoras para conseguir resolver as situações com que se deparam os utilizadores do serviço.

Mas não é isso que ocupa a maior parte das minhas ideias. Nem as incertezas, de todos os tipos, relativamente aos próximos meses.

Há uma luz que se acende no infinito e ilumina a minha consciência. Até há três semanas, quando os familiares, amigos, conhecidos e humanos em geral me perguntavam como estavam as coisas, a reacção era a mesma dos últimos meses.

Bem, estou à procura, ainda não encontrei, vou prosseguir a minha busca. Pois é, diziam, as coisas estão complicadas.

Agora já tenho uma resposta diferente para dar. Estou a fazer a formação num call center, ainda tenho muito para aprender mas o meu futuro mais próximo deverá ser ali.

Estou a ser ensinado a apoiar aqueles que nos contactam, de uma forma sempre amável, eficaz e consequente.

Se tudo correr bem vou ficar a trabalhar a 35 minutos de casa, e posso ver o rio, o céu, as nuvens e as estrelas a caminho do local de laboração ou no regresso ao fim do dia.

Ainda por cima, ao fim dos primeiros 15 dias de formação, o Chiquinho passou o primeiro teste. O meu gatinho lindo, quase pessoa e paciente diabético atravessou este primeiro período a ficar mais horas sem comer (já que a sua alimentação tem que ser separada da dos seus três companheiros felinos, comigo presente) e a glucose do seu sangue não subiu!

Tudo aquilo que pode correr bem está a encaminhar-se no bom sentido. É continuar.

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