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Há 65 milhões de anos

Levanto-me enquanto a Humanidade desperta. Vou à cozinha alimentar os quatro seres ronronantes que acompanham esta minha jornada pela Vida.

Como uma peça de fruta ou um pedaço de pão e dirijo-me à rua. Uma hora de corrida a pensar nos vários caminhos possíveis da existência.

Regresso e leio os títulos do jornal. Protecção Civil mudou metade da equipa operacional em Abril. Não deve ter ajudado muito a enfrentar uma situação de emergência como nunca tinha sido vista antes.

Santana Lopes diz que Passos Coelho ganhará (eleições no PDS) a Rui Rio ou Morais Sarmento. Tenho algumas dúvidas de que essa boa notícia para o Governo se concretize.

Os mundos que mudaram em dez anos de iPhone. Tenho saudades do meu iPhone da Idade da Pedra, substituído por um Meo Smart A80, que não faz metade do serviço do primeiro smartphone na sua época áurea.

O “suicídio” de Passos Coelho e a felicidade do PS: Passos já provou estar à altura nas horas más, Costa ainda não, escreve o colunista, sem ironia.

Há nuvens brancas e cinzentas no céu. Outra boa nova, se comparada com a última vaga de calor.

O jornal trazia, de oferta, uma lata de sardinhas em conserva. Um artigo que não interessa a um vegetariano. Ainda se fosse um frasco de legumes ou leguminosas em conserva, sempre era outra coisa.

Há 65 milhões de anos, existiu sobre a Terra um mamífero com cascos, uma espécie de primo equestre afastado e anterior aos rinocerontes e aos cavalos. Observo a ilustração destas simpáticas e pacíficas cavalgaduras, vivendo no Planeta nessa época tão distante.

O Mundo, ainda sem o Homem, seria um lugar interessante de observar nessa altura. Havia incêndios, de origem natural, mas ninguém para os apagar.

Os únicos líderes que existiam eram os machos dominantes, que não seriam eleitos pelas suas promessas mas sim pela sua força.

As formas de comunicação que existiam eram aquelas que os animais sempre usaram e continuam a utilizar, nas suas sociedades e nos seus grupos. E que reservavam um lugar especial aos actos de acasalar, sobreviver e propagar a espécie.

Não consta que se oferecesse nada a ninguém, excepto por submissão, ou, no caso das mães, para alimentar os filhos. Se chovia ou havia alguma catástrofe natural, os terráqueos, sem grandes dramas, limitavam-se a procurar abrigo e esperar que a borrasca passasse. Aparentemente, era tudo muito, muito mais simples.

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