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Calor sentimental

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Nem eram oito da noite e a vaga de frio estava no auge. Tinha acabado de jantar uma banana, um copo de sumo e tratar da medicação nocturna. Lá ao fundo, na cama do quarto, ouço chamar insistentemente por mim. “Já vai, espera um bocadinho…”, respondi docemente.

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Ainda fui à sala, cinco minutos, ver a paisagem da janela e observar os peões enregelados a tentar fugir do frio. Quando voltei, passado um bocadinho, já não chamava por mim. Encontrava-se enfiada debaixo do édredão e dos dois cobertores bem quentes, no quarto, que fora aquecido durante meia hora para se tornar mais habitável até a manhã chegar.

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Enfiei-me, também eu, lá dentro, lembrando-me que na noite anterior, quando chegara a casa, já estava bem aconchegadinha debaixo dos lençóis, aguardando.

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Instalei-me e deixei que a Matildinha – e, alternadamente, o Jeremias e a Amélinha, a “Gááta!!” – se enrolassem prazerosa e ansiosamente em mim, enquanto o Chiquinho reinava superiormente, senhor do humano e dos seus domínios, sobre o meu corpo e as minhas mantas.

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Houve alturas em que me virei ao contrário, mas a minha Matildinha não considerou que isso fosse aceitável. Agarrou-se às minhas costas, às minhas ancas, fincou as patinhas, arrastou-se e passou para o outro lado. Para a minha princesinha, não faz qualquer sentido que eu durma sem que ela esteja bem encostadinha, em conchinha comigo.

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É mais ou menos como a Amélinha, a “Gááta!!”. Não vê como minimamente razoável que eu fique mais de 30 segundos à secretária, a trabalhar no computador, sem ela deitada sobre as minhas pernas.

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Ao Jeremias e ao Chiquinho não lhes parece bem, igualmente, que eu decida almoçar, jantar ou ler um ou dois minutos na cadeira da cozinha sem eles lá aninhados ao meu colo. O que não deixa de causar situações embaraçosas.

Acontece a “Gááta” estar nesses cinco centímetros quadrados do meu corpo quando estou a trabalhar… Vem o Chiquinho e tenta meter-se em cima dela, querendo também usufruir da mesma proximidade e calor humano.

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Ou então, estou sentado e a Gááta começa a fazer aqueles sons carinhosos que enterneceriam uma pedra tumular. E salta para cima dos meus ombros, enquanto tomo o pequeno-almoço, vejo os meus mails ou escrevo um texto…

Quase todos os anos, falam em vagas de frio e descidas abruptas da temperatura atmosférica, mas eu não acredito nisso. Aqui em casa, não há frio. O que não falta é calor sentimental!

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