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Uma história que está por terminar

Viu-me, olhou para mim, e começou logo a brincar comigo. Queria dar-me dentadinhas carinhosas, agarrar-me meigamente, mostrar-me como é um ser sociável e divertido. Estava acolhido no armazém e na área da manutenção, pelas pessoas que lá trabalhavam, após ter sido abandonado por humanos desumanos ali junto à empresa.

 

Tirámos-lhe fotografias, começámos a mostrá-las aos amigos, a divulgá-las nas redes sociais. Tem mais de um ano, já não é um bebé minúsculo, um bonequinho. Tem sido difícil, impossível, até agora, encontrar-lhe um dono: Alguém carinhoso, responsável, dedicado, que cuide dele e lhe assegure o conforto material e espiritual de que precisa.

 

A situação das pessoas que o têm protegido temporariamente é precária, como o é a da empresa em que trabalham, em geral. Toda a gente no edifício conhece este “malhadinho”, mas todos os que gostam de felinos já têm quase um gatil em casa.

 

Tudo isto aconteceu no meu último mês naquela empresa. Passei a visitar aquele pequenote brincalhão, doce e educado, habituado às regras domésticas e à casa de banho felina, todos os dias. Senti  que, de algum modo, o meu Destino e o dele estavam ligados. Ia visitá-lo uma ou duas vezes por dia, brincava com ele, oferecíamos um ao outro mimo e apoio.

 

Deixei de estar por lá há um mês, mas continuo a ter notícias dele. Ainda não encontrou um lar, alguém que o mime e acarinhe, tomando conta da sua saúde e do seu bem-estar espiritual. O Cronista gostava de dar um final feliz a esta história, e os seus leitores talvez possam ajudá-lo. Se acharem que podem fazê-lo, enviem mensagem privada para o Facebook ou o 96 248 19 71… E partilhem, todos, o máximo possível.

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